Mil Desculpas Songtext
von Ao Cubo
Mil Desculpas Songtext
Ó o pacotão!
Faz tempo que a gente vem
Essa vida não é fácil
Cê tá vindo da onde?
Nada, colega, cê vai se acostumar
O meu já tem quatro anos que tá aqui
Tô trazendo bolo, fruta, bolacha
Eu venho do Capão Redondo
Não é sempre que é cheio de dinheiro
Tô gastando mó dinheiro pra ver meu pai
Tô vindo lá da Baixada
Tô trazendo meu filho hoje
Ele vai conhecer o pai
Zona Leste é famosa
Seu filho vai conhecer o pai
Justamente nesse lugar?
Triste mesmo é a humilhação que a gente passa
Eu? Eu só vim tirar uma duvida
Aí, senhora, aguarda no pátio aí!
Não queria um encontro nessa circunstância
Preferia um churrasco, futebol com criança
Mas eu que vacilei, desculpa ai essa errata
Do meu jogo sujo, coração de barata
Um bicho que mata com ódio e covardia
Minha cabeça maquinava vazia
Mas tem alguma coisa aqui dentro que me corrói
Assassinei seu super-herói
Desculpa aí pelo rancor
Mais um coração posto à prova da dor
Que horror, entendo
Que não tem volta, é um buraco sem remendo
Agora não adianta, mas de tudo eu me arrependo
Tudo que eu tinha você me tirou
Meu filho, meu sorriso, todo amor
Te chamei aqui pra dizer o quanto eu sinto
É embaçado, não adianta, mas tô arrependido
Três anos atrás do muro, guardado no fundo
De uma cela abarrofada, cheio de fungo
Banheiro imundo com cheiro das trevas
Calor absoluto, tuberculode prolifera
Nessa luz escura, num clima de tortura
Quis ser mais esperto quase fui pra sepultura
A monstruosidade que eu sempre apliquei
Tá dentro da cela comigo é um armazém
Eu que fiz refém aqui sou aprendiz
Reflito como foi desonesto o que eu fiz
Não é que isso aqui reabilitou o infeliz
Mas é porque agora encontrei meu juiz
Eu de cabeça baixa, sem força, indefeso
Cançado das mágoas, da dor, do desprezo
Nada mais me importava, o crime, os presos
Como se cada lágrima tirasse um peso
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer, não é fácil perdoar
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer, não é fácil perdoar
Pela sua voz eu entendo o sofrimento
Deve ser difícil perdoar, eu lamento
Jesus, me perdoou pela perda, pela dor
Espero que a senhora também um dia me perdoe
Não sei se a senhora acredita em transformação
Eu não acreditava e Deus mudou um ladrão
Explicar com palavras é embaçado e não
Tem palavra o suficiente pra explica a conversão
Eu sei que pedir mil desculpas não adianta
Mesmo as mil desculpas sendo verdadeira e franca
Minha humilhação não devolve a esperança
O orgulho que te arranquei e que agora sangra
E molha o seu rosto com melancolia
E escorre como choro de amor e agônia
Quanto vale essa tormenta trágica
Me fale por favor o preço de uma lágrima
Lágrimas não tem preço, meu rapaz
Só eu sei a falta que ele me faz
Agora está tudo acabado
Jamais a vida volta pra traz
Meu conselho era simples
Não roube, trabalhe e conquiste
Eu vim até aqui pra saber o porque
Você cometeu esse crime?
Talvez pelo país onde todo mundo deve
Onde todo mundo rouba, sei lá, tem mão leve
Desde do primeiro cidadão de Portugal
Se é desde do começo, imagine o final
O motivo era banal um pouco mais de um real
Nem sei porque matei, talvez respeito e tal
(Acabou, não quero seu dinheiro) ô, mano, eu vou te pagar
(Não quero nada seu) eu vou te pagar
(A fita era pra ontem, rapaz) ô, vira esse revolver pra lá
(Aê, dona, seu filho vai subir) abaixa isso aí, mano
O passado e a saudade como posso apagar?
É impossível esquecer não é fácil perdoar
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer não é fácil perdoar
Não era a cara dele, na verdade a de ninguém
Era pra ele tá na aula e, e eu também
Ele não tinha malícia, só IBOPE com as Patricia
Mas ′tava me atrasando e pior, virou notícia
Senhora, perdoe a minha aberração
Por ter matado seu filho eu te peço perdão
Ainda sonho com seu rosto e não esqueço dos seus gritos
Quando atirei no peito do menino
Ah! Eu não pude acreditar
Eu corri, corri, eu corri
Mas não consegui lhe salvar
Ah! O meu filho deitado sem forças
No meu colo mexendo a boca
Tentando falar
Mãe sua voz ta ficando distante
Não solta da minha mão não, em nenhuma instante
Tô ficando com medo e essa poça de sangue
Tá tudo escurecendo e da pra ver de relance
O pessoal da sala, o que tão fazendo
Nem bateu o sinal, eu não entendo
Mãe o sangue é meu e tá por todos os lados
Olha pro pneu da ambulância, tá lotado
Mãe eu to com frio e tá ficando tudo escuro
Quando isso acabar e vou mudar, eu juro!
Porque fizeram isso comigo, o que aconteceu?
E essa lágrima no seu rosto, mãe, é um adeus?
Fala pro meu pai que não foi falta de sorte
Só não segui seu conselho, talvez ele não suporte
E pro meu irmão aprender com minha morte
Mãe, eu te amo, me aperta bem forte
O passado e a saudade como posso apagar?
É impossível esquecer não é fácil perdoar
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer não é fácil perdoar
Você arrebentou com a minha vida
Meu filho não volta mais
Mas contudo eu não vejo outra alternativa
Eu te perdoo!
Faz tempo que a gente vem
Essa vida não é fácil
Cê tá vindo da onde?
Nada, colega, cê vai se acostumar
O meu já tem quatro anos que tá aqui
Tô trazendo bolo, fruta, bolacha
Eu venho do Capão Redondo
Não é sempre que é cheio de dinheiro
Tô gastando mó dinheiro pra ver meu pai
Tô vindo lá da Baixada
Tô trazendo meu filho hoje
Ele vai conhecer o pai
Zona Leste é famosa
Seu filho vai conhecer o pai
Justamente nesse lugar?
Triste mesmo é a humilhação que a gente passa
Eu? Eu só vim tirar uma duvida
Aí, senhora, aguarda no pátio aí!
Não queria um encontro nessa circunstância
Preferia um churrasco, futebol com criança
Mas eu que vacilei, desculpa ai essa errata
Do meu jogo sujo, coração de barata
Um bicho que mata com ódio e covardia
Minha cabeça maquinava vazia
Mas tem alguma coisa aqui dentro que me corrói
Assassinei seu super-herói
Desculpa aí pelo rancor
Mais um coração posto à prova da dor
Que horror, entendo
Que não tem volta, é um buraco sem remendo
Agora não adianta, mas de tudo eu me arrependo
Tudo que eu tinha você me tirou
Meu filho, meu sorriso, todo amor
Te chamei aqui pra dizer o quanto eu sinto
É embaçado, não adianta, mas tô arrependido
Três anos atrás do muro, guardado no fundo
De uma cela abarrofada, cheio de fungo
Banheiro imundo com cheiro das trevas
Calor absoluto, tuberculode prolifera
Nessa luz escura, num clima de tortura
Quis ser mais esperto quase fui pra sepultura
A monstruosidade que eu sempre apliquei
Tá dentro da cela comigo é um armazém
Eu que fiz refém aqui sou aprendiz
Reflito como foi desonesto o que eu fiz
Não é que isso aqui reabilitou o infeliz
Mas é porque agora encontrei meu juiz
Eu de cabeça baixa, sem força, indefeso
Cançado das mágoas, da dor, do desprezo
Nada mais me importava, o crime, os presos
Como se cada lágrima tirasse um peso
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer, não é fácil perdoar
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer, não é fácil perdoar
Pela sua voz eu entendo o sofrimento
Deve ser difícil perdoar, eu lamento
Jesus, me perdoou pela perda, pela dor
Espero que a senhora também um dia me perdoe
Não sei se a senhora acredita em transformação
Eu não acreditava e Deus mudou um ladrão
Explicar com palavras é embaçado e não
Tem palavra o suficiente pra explica a conversão
Eu sei que pedir mil desculpas não adianta
Mesmo as mil desculpas sendo verdadeira e franca
Minha humilhação não devolve a esperança
O orgulho que te arranquei e que agora sangra
E molha o seu rosto com melancolia
E escorre como choro de amor e agônia
Quanto vale essa tormenta trágica
Me fale por favor o preço de uma lágrima
Lágrimas não tem preço, meu rapaz
Só eu sei a falta que ele me faz
Agora está tudo acabado
Jamais a vida volta pra traz
Meu conselho era simples
Não roube, trabalhe e conquiste
Eu vim até aqui pra saber o porque
Você cometeu esse crime?
Talvez pelo país onde todo mundo deve
Onde todo mundo rouba, sei lá, tem mão leve
Desde do primeiro cidadão de Portugal
Se é desde do começo, imagine o final
O motivo era banal um pouco mais de um real
Nem sei porque matei, talvez respeito e tal
(Acabou, não quero seu dinheiro) ô, mano, eu vou te pagar
(Não quero nada seu) eu vou te pagar
(A fita era pra ontem, rapaz) ô, vira esse revolver pra lá
(Aê, dona, seu filho vai subir) abaixa isso aí, mano
O passado e a saudade como posso apagar?
É impossível esquecer não é fácil perdoar
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer não é fácil perdoar
Não era a cara dele, na verdade a de ninguém
Era pra ele tá na aula e, e eu também
Ele não tinha malícia, só IBOPE com as Patricia
Mas ′tava me atrasando e pior, virou notícia
Senhora, perdoe a minha aberração
Por ter matado seu filho eu te peço perdão
Ainda sonho com seu rosto e não esqueço dos seus gritos
Quando atirei no peito do menino
Ah! Eu não pude acreditar
Eu corri, corri, eu corri
Mas não consegui lhe salvar
Ah! O meu filho deitado sem forças
No meu colo mexendo a boca
Tentando falar
Mãe sua voz ta ficando distante
Não solta da minha mão não, em nenhuma instante
Tô ficando com medo e essa poça de sangue
Tá tudo escurecendo e da pra ver de relance
O pessoal da sala, o que tão fazendo
Nem bateu o sinal, eu não entendo
Mãe o sangue é meu e tá por todos os lados
Olha pro pneu da ambulância, tá lotado
Mãe eu to com frio e tá ficando tudo escuro
Quando isso acabar e vou mudar, eu juro!
Porque fizeram isso comigo, o que aconteceu?
E essa lágrima no seu rosto, mãe, é um adeus?
Fala pro meu pai que não foi falta de sorte
Só não segui seu conselho, talvez ele não suporte
E pro meu irmão aprender com minha morte
Mãe, eu te amo, me aperta bem forte
O passado e a saudade como posso apagar?
É impossível esquecer não é fácil perdoar
O passado e a saudade como posso apagar?
Impossível esquecer não é fácil perdoar
Você arrebentou com a minha vida
Meu filho não volta mais
Mas contudo eu não vejo outra alternativa
Eu te perdoo!
Writer(s): Ivan De Castro Rino Lyrics powered by www.musixmatch.com

