Noite infeliz Songtext
von 509-E
Noite infeliz Songtext
Coração e palavra de mãe
É profecia mesmo, ó, vagabundo
Leva a mal não, ó, truta
(Marco, para com essa vida, meu filho, por favor)
(Para de sair à noite, fica em casa)
(Sossega um pouco, menino)
Se eu tivesse escutado minha mãe, ó
Véspera de Natal e nóis aqui
Sete mil manos sem motivos pra rir
Já é quase meia-noite, esse horário é cruel
Queria poder conversar com Noel
Ia fazer um pedido assim
Ei, velhinho, traz a liberdade pra mim
Não foi possível, nem ele me atende
Nem se quer veio aqui pra poder ver a gente
Sair não dá, vou dormir, se pá′
A jega é o melhor lugar pra pensa
Meu pensamento viaja no tempo
Lembro de umas fita e até me arrependo
Fazer o quê? Se assim 'tava escrito
A profecia cumpriu, 2002 depois de Cristo
28 de janeiro de 98, vou passar batido
Não, espera um pouco
O posto tá vazio é só dar o bote
É entrar, enquadrar, trazer o malote
Ali tem grana de sobra, dom
Dá pra repor o que foi gasto no Réveillon
O restante, é só investir
Demorou, Marquinho, pode crer, vamos aí
Tô ligeiro e atento
Quando ele vacilar, é nessa que eu entro
Já na intenção, fui colando do lado
O frentista ignora, de chapéu, atolado
Tô tranquilo, sem grilo, na pura calma
Sem medo, remorso, sem trauma
Vai o quê? Gasolina ou álcool?
Shh, quieto, é assalto
Nada pessoal, tiozinho
Eu lamento, na moral, na moral, vamo pra dentro
Cê vai me dar todo o dinheiro, firmeza?
Anda, não embaça, põe tudo na mesa
Dois, um, zero, o tempo acabou
Ganância não viro, o que ficar ficou
Aí, tiozinho põe tudo no pacote, vai logo
Peguei a boa, ih, ganhei na loto
Mesmo sozinho, cumpri a missão
Pipoca é pipoca, né, ladrão é ladrão
Tiozinho, senta aí, não vai sair daqui
Fica no sossego, espera eu sair
De canto, filmei o movimento lá fora
Tudo normal essa é a hora
Tô saindo, pela ordem
Na lateral da perna muquiei minha nove
Chave no contato, já tô de saída
Sinto ao mesmo tempo, uma brisa esquisita
Um vento forte bateu no meu rosto
Me arrepiei dos pés ao pescoço
Dirijo devagar, mas preciso correr
Embaça geral se Zé povinho me ver
Cagueta grandão, se pá′, até me mata
Só pra ser herói, salvador da pátria
Bem no sapatinho peguei a estrada
Uma da manhã, já é madrugada
Minha irmã, sem saber, deve tá me esperando
Itapeba, Minas Gerais, tô chegando
Passo a milhão, atravesso o Bragança
Esqueci do ditado
Quem espera, alcança
De Saveiro 97 CLI, carro de fuga melhor que a Parati
Olho pro banco, à minha direita
Vejo a nove, o dinheiro e penso: É muita treta
As armas têm um certo poder
Faz você pensar que é o foda, sem ser
Hoje sei muito bem a real intenção
Seja bem-vindo à casa de detenção
Aí, ladrão, aqui é sua nova casa, morô?
Eu mando e você obedece
Se tiver inimigo
Já avisa logo que vai pro cinco, certo?
É profecia mesmo, ó, vagabundo
Leva a mal não, ó, truta
(Marco, para com essa vida, meu filho, por favor)
(Para de sair à noite, fica em casa)
(Sossega um pouco, menino)
Se eu tivesse escutado minha mãe, ó
Véspera de Natal e nóis aqui
Sete mil manos sem motivos pra rir
Já é quase meia-noite, esse horário é cruel
Queria poder conversar com Noel
Ia fazer um pedido assim
Ei, velhinho, traz a liberdade pra mim
Não foi possível, nem ele me atende
Nem se quer veio aqui pra poder ver a gente
Sair não dá, vou dormir, se pá′
A jega é o melhor lugar pra pensa
Meu pensamento viaja no tempo
Lembro de umas fita e até me arrependo
Fazer o quê? Se assim 'tava escrito
A profecia cumpriu, 2002 depois de Cristo
28 de janeiro de 98, vou passar batido
Não, espera um pouco
O posto tá vazio é só dar o bote
É entrar, enquadrar, trazer o malote
Ali tem grana de sobra, dom
Dá pra repor o que foi gasto no Réveillon
O restante, é só investir
Demorou, Marquinho, pode crer, vamos aí
Tô ligeiro e atento
Quando ele vacilar, é nessa que eu entro
Já na intenção, fui colando do lado
O frentista ignora, de chapéu, atolado
Tô tranquilo, sem grilo, na pura calma
Sem medo, remorso, sem trauma
Vai o quê? Gasolina ou álcool?
Shh, quieto, é assalto
Nada pessoal, tiozinho
Eu lamento, na moral, na moral, vamo pra dentro
Cê vai me dar todo o dinheiro, firmeza?
Anda, não embaça, põe tudo na mesa
Dois, um, zero, o tempo acabou
Ganância não viro, o que ficar ficou
Aí, tiozinho põe tudo no pacote, vai logo
Peguei a boa, ih, ganhei na loto
Mesmo sozinho, cumpri a missão
Pipoca é pipoca, né, ladrão é ladrão
Tiozinho, senta aí, não vai sair daqui
Fica no sossego, espera eu sair
De canto, filmei o movimento lá fora
Tudo normal essa é a hora
Tô saindo, pela ordem
Na lateral da perna muquiei minha nove
Chave no contato, já tô de saída
Sinto ao mesmo tempo, uma brisa esquisita
Um vento forte bateu no meu rosto
Me arrepiei dos pés ao pescoço
Dirijo devagar, mas preciso correr
Embaça geral se Zé povinho me ver
Cagueta grandão, se pá′, até me mata
Só pra ser herói, salvador da pátria
Bem no sapatinho peguei a estrada
Uma da manhã, já é madrugada
Minha irmã, sem saber, deve tá me esperando
Itapeba, Minas Gerais, tô chegando
Passo a milhão, atravesso o Bragança
Esqueci do ditado
Quem espera, alcança
De Saveiro 97 CLI, carro de fuga melhor que a Parati
Olho pro banco, à minha direita
Vejo a nove, o dinheiro e penso: É muita treta
As armas têm um certo poder
Faz você pensar que é o foda, sem ser
Hoje sei muito bem a real intenção
Seja bem-vindo à casa de detenção
Aí, ladrão, aqui é sua nova casa, morô?
Eu mando e você obedece
Se tiver inimigo
Já avisa logo que vai pro cinco, certo?
Writer(s): Marcos Fernandes De Omena Lyrics powered by www.musixmatch.com

